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quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Brasil é Tricolor de Coração!

Ontem foi dia de vários jogos na Libertadores da América, mas um merece especial destaque: Fluminense X Argentinos Juniores. Eu sou suspeito para falar, mas ontem o Flu contrariou mais uma vez todas as estatísticas e matemáticas da vida.

Uma frase do saudoso dramaturgo, Nelson Rodrigues, resume bem o momento tricolor: "A verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As vitórias dos outros são simples, quase sem graça (...) As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis (...) Vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos".

Foi isso que o Fluminense foi ontem, épico, apoteótico, um verdadeiro time de Guerreiros. Viu-se os dois atacantes voltando para defender, o zagueiro chegando na frente, o técnico jogando com o time, a aplicação em campo tinha um objetivo - realizar o impossível. O impossível até o apito final do confuso árbitro, pois depois do fim da partida, o dito impossível se transformou em realização, superação e ninguém mais duvidou, mesmo porque contra fatos não há argumentos.

Espírito de guerreiros esteve presente nos 90 minutos de jogo e se manteve em campo quando os argentinos covardemente partiram para agressão do pequenino Conca que se defendeu como guereiro que é... Gum, Diguinho, Berna, Valência saíram em defesa do companheiro e a confusão se generalizou. O Fluminense ganhou o jogo em campo e ainda lutou bravamente contra os covardes argentinos e a eles mostrou que no futebol só há 3 resultados possíveis, e nessa partida coube aos argentinos amargarem a derrota, porém sem dignidade.

O fluminense representará contra o time de covardes junto a Comebol pelos atos reprovavéis de seus atletas, comissão técnica e seguranças. Quem viu o jogo, pode observar que a polícia sequer impediu a confusão, mostrando a completa falta de respeito dos argentinos pelos visitantes.

Quanto ao Emerson... ah! Deixa pra lá, ninguém sentiu a falta dele em campo... Muricy? Águas passadas. Daqui para frente o Fluminense escreve uma nova história e hoje com igualdade de condições com os demais times brasileiros para conquistar a América e conquistar mais adeptos das causas impossíveis.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Gasolina pela hora da morte II - A missão!

Não costumo escrever duas postagens no mesmo dia, mas diante da notícia que a gasolina sofrerá novo reajuste em menos de duas semanas não poderia deixar de escrever.

Preparem os bolsos pois o preço do litro da gasolina ficará em, aproximadamente, R$ 3,30 em Rio Branco. Esse aumento justificado pela alta do barril de petróleo que foi repassado no preço da gasolina para as distribuidoras pelo nossa Petrobrás. E quanto ao aumento anterior que era a pauta da coletiva marcada pelo Sindicato de Revendas de Postos de Combustíveis? O que motivou o aumento anterior que passou a gasolina de R$ 2,99 para R$ 3,13? Essas respostas não temos. Segundo o Presidente do citado sindicato os custos de logística e transporte são o principal vilão do aumento, no entanto é preciso explicar o que pesou para que houvesse o primeiro aumento justamente nas vésperas do anúcio da majoração do preço da Gasolina pela Petrobrás e, ainda, nos manteve no topo do ranking de gasolina mais cara do país.

Agora entendi por que a bomba de gasolina se parece com uma pistola...!!!

Rio Acre: Antes da vazante, um lindo visual

O Rio Acre já no domingo deu indícios de vazamento. Antes do vazamento, seguimos para o calçadão da gamileira para conferir o lindo visual que a enchente nos proporciona. Se não houvesse o outro lado da moeda, seria perfeito.
 

Quando lá chegamos, ficamos surpresos com tamanho movimento de pessoas e carros, crianças brincando, lanchas e barcos na água, o pagode rolando, um pouco de diversão para o nosso povo.

Antes de irmos fazer o citado passeio, aproveitamos a faxina que fizemos em casa, para separar nossos pertences que estavam estocados em casa com intuito de destiná-los para as pessoas que relamente precisam - os desabrigados. Não imaginávamos que tínhamos tanta coisa sem uso em casa. Hoje procuraremos um ponto de doação que está disponível no site do Governo do Estado para fazermos a entrega. Entre os itens temos brinquedos, rede para bebê, colchão inflável, banheira para bebê entre outros.

Foi um passeio muito agradável na companhia de minha família, a exemplo de muitas outras famílias que ali estavam. Lá contemplamos a força da natureza que teimamos em desafiar e admiramos o movimento das águas e das pessoas, comemos pipoca, corremos atrás de minha filha e voltamos a repitir tudo até chegado o momento de voltarmos aos nossos lares. Exaustos, mas satisfeitos com o visual e com a notícia da vazante.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Rio Acre

Já são mais de 2.000 pessoas abrigadas no parque de exposições por conta do transbordamento do Rio Acre. Estima-se que mais de 20.000 pessoas foram atingidas pela enchente. Essa inundação já chega próximo daquela que ocorreu em 1997, quando o Rio Acre atingiu 16,22m.

Mas quem esse tal de Rio Acre pensa que é para importunar a vida de tanta gente?

Vos digo! ele é o fio condutor da economia primária e onde se localiza a maior parte da população do Estado do Acre. Foi ele o palco da Revolução que deu aos acreanos o título de cidadãos brasileiros. É ele que nos abastece com a fonte da vida - água.

É nele onde despejamos nossos resíduos sem tratamento algum. É de suas margens que arrancamos os cílios. É de seu leito que tiramos areia.

Se é ele que nos dá a vida, por que motivo estamos tentando tirar-lhe a sua? queremos nos matar?

Estamos assoreando o leito do Rio que fica cada vez mais raso e, quando vem um alto ídice pluviométrico, as águas transbordam rumo aos lares daqueles que não podem morar em áreas mais altas.

Cabe agora a solidariedade com aqueles que perderam parte ou todo o seu patrimônio, e junto com este, parte de sua dignidade. Pensemos em doar o que não utilizamos e, por que não, parte do que utilizamos. Mas não pensemos somente em matéria, reflitam em levar a essas famílias uma palavra amiga, um afago.

Quanto ao Grande Rio Acre, nossas sinceras desculpas pelo mal que lhes causamos, ou melhor, que causamos a nós mesmos!! Esperamos e rezamos para que não continue a crescer sobre esse povo sofrido!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aonde iremos parar?

Duas notícias na última semana me fizeram refletir, a primeira relacionada ao fatídico episódio do Realengo, no Rio de Janeiro, onde o maníaco matou uma dúzia de crianças, a outra relacionada ao despejo do corpo de um bebê recém nascido no Centro de Rio Branco.
O que motivou o senhor Wellington Menezes de Oliveira a cometer tamanha barbárie? O que encoraja uma mãe abandonar seu filho para perecer até a morte em um terreno baldio? Isso é um mal da mente, da alma ou da sociedade?
São três perguntas difíceis de serem respondidas. A primeira diz respeito a um jovem de mente perturbada. Mas essa perturbação reside no fato de que o ser humano é mal por natureza, por existir certa demência ou advém do meio social em que vive?



Parece-me que é um pouco de cada coisa. O cidadão em questão possuía um certo distúrbio que foi agravado por uma falta de amor familiar, haja vista que sua mãe é falecida e ele foi criado por uma parente. Assim, uma mistura de uma pessoa que é vista pelo meio social como diferente e carência afetiva e de atenção, já é o bastante para despertar o preconceito contido em nossa sociedade hipócrita que passou a torturá-lo com brincadeiras que pareciam inofensivas que, no fundo, acumularam-se no âmago do ser, para servir de pretexto para cometer tamanha atrocidade.
E vejam nos manuscritos apresentados ontem, pelo Fantástico, que ele culpa a sociedade pelas mortes das crianças, bem como pela sua, como se os assassinos fôssemos cada um de nós. Do ponto de vista social, isso faz um certo sentido, no entanto não justifica tamanha atrocidade. Que esse tal de Wellington, que virou celebridade, queria chamar a atenção isso é fato – e consumado. Mas o que o motivou a planejar esse crime nos seus mínimos detalhes? Sua mente doentia? Sim. No entanto, precisamos saber de onde advém tal doença...
Voltando a falar da mãe desconhecida, que abandonou seu filho recém nascido, para retratar uma sociedade carente de amor, de respeito pela vida e do enfraquecimento ou mesmo falência da instituição FAMÍLIA. As religiões ainda não conseguiram tocar o coração das pessoas para regeneração de suas almas, pois seus corpos ainda estão mal alimentados, num sistema que não lhes dá a opção sequer de aproveitar as migalhas, onde cada um olha para o próprio umbigo.
A Barbárie Social, retratada por Karl Marx, em sua célebre obra "O Capital", como o fim do capitalismo, ocorre a todos os instantes mundo afora, entretanto dizer que é o fim ou mesmo o início do fim do Capitalismo é algo pouco provável, pois tais fatos são frutos das desigualdades que alimentam o sistema.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gasolina pela hora da morte

No início de abril, em Rio Branco, fomos surpreendidos com o aumento do preço da gasolina que saltou de R$ 2,99 para, aproximadamente, R$3,13, representando um incremento percentual de 4,7%. O aumento anterior mudou o preço do líquido precioso (e eu que achava que o líquido precioso era a água!) de R$ 2,92 para R$ 2,99, 2,4% de aumento. Ou seja, eu gastava cerca de R$ 122,00 para encher o tanque do meu carro, sendo que eu consumo por volta de três tanques por mês, o que nos leva a crer que meu gasto mensal era de R$ 366,00.
Com o aumento, meu gasto mensal com combustível será de R$ 383,20, isto é, R$ 17 a mais do que estava habituado a gastar e agora tenho que enfiar esse aumento no meu orçamento familiar. Beleza! Será uma caixa de cerveja que deixarei de tomar por mês...
O mais curioso é que nos deparamos com entrevistas do Diretor Financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, onde este afirmava que não haveria possibilidades de majoração do preço da gasolina em face da oscilação do valor do barril do petróleo no mercado mundial. Esta semana, o presidente da citada empresa, José Sergio Gabrielli, já vislumbra a possibilidade de aumento, pois o preço do barril era algo em torno de US$ 100,00 em 2010 e, hoje, já está na casa dos US$ 120,00 há algum tempo, o que, segundo, ele torna quase inviável manter o preço nos patamares atuais.
Partindo desse pressuposto, trago ao debate duas questões:
1 – Por que já ocorreu o aumento do preço da gasolina em Rio Branco?
2 – Se o Brasil é autossuficiente em petróleo, por que o preço do barril no mercado mundial influencia tanto internamente?
Com relação a primeira, não tenho informações que me permitam respondê-la.



Quanto a segunda, fico imaginando que, quando houver queda no preço do barril de petróleo mundo afora, teremos o repasse para o preço do “ouro negro” internamente. Ih! Esqueci de analisar do ponto de vista econômico... Os preços são rígidos para baixo, principalmente, nos casos em que há monopólio, oligopólio, cartel ou outra forma de domínio de mercado em que a lei da oferta X demanda não regula o mercado de forma competitiva perfeita. Assim o consumidor sempre mete a mão no bolso para pagar a conta.
Em continuação a resposta da segunda questão, também não vejo motivos para seguirmos as altas do preço do petróleo verificadas no mercado externo, pois em sendo o Brasil autossuficiente, por que recorrer ao mercado externo para importar milhões de barris de gasolina? Ah! Já sei... Por causa do álcool.
As fortes chuvas que vêm caindo desde o início do ano estão atrapalhando a colheita da cana, aliadas a alta do preço do açúcar no mercado interno e internacional vem reduzindo a oferta da matéria prima para produção de etanol combustível. E o que a gasolina tem a ver com isso? Simples. No Brasil, é obrigatória a mistura de 25% de álcool na gasolina e, até o mês passado, somente era permitida a adição de 0,4% de água em sua composição, ampliada recentemente para 1%, com intuito poder importar o combustível. Ainda assim, de onde tiraremos álcool para misturar na gasolina importada?
É uma equação que a Petrobrás precisa solucionar...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Retrato da violência no Brasil

Foi publicado, no dia 30 de março de 2011, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, o Sistema de Indicadores de Percepção Social – SIPS relativo à Segurança Pública no Brasil, tendo como ano base 2009.
A proposição do estudo em questão é avaliar a percepção da sociedade em relação às ações do Poder Público, em suas três esferas (municipal, estadual e federal) em determinadas áreas, como Saúde, Educação, cultura, serviços para mulheres, entre outras. Nessa edição, em especial, foi abordada a Área de Segurança Pública extraindo o resultado da pesquisa por Região.


Para construir os dados que subsidiaram esse estudo, os entrevistados responderam a uma bateria de perguntas, onde expressaram o grau de medo em relação a serem vítimas assassinato, assalto à mão armada, arrombamento da residência e agressão física, bem como responderam sobre qual seu grau de confiança nas instituições policiais e também nas guardas municipais e, ainda, avaliaram vários itens ligados às polícias e seus serviços. Por fim, com perguntas direcionadas apenas aos entrevistados que já passaram pela experiência de contato com a polícia, foi feita uma avaliação dos serviços prestados e coletadas informações sobre possíveis problemas ocorridos na interação com os agentes policiais.

Estão curiosos para saber qual a região mais violenta do Brasil? Arriscam um palpite? Alguém falou Sudeste? Se falou, está redondamente enganado.

A região onde as pessoas mais têm medo de serem assassinadas é a Nordeste, com 85,8%, seguida pelas Regiões Norte e Sudeste empatadas com 78,4%. A região Sul apresenta o menor indicador – 69,9%. Mas vale lembrar que esta é a sensação que a população têm em relação ao nível de segurança em que vive.

Apesar de no Nordeste termos o maior índice relativo ao medo de ser assassinado, a região é a segunda em número de homicídios, com 29,3 a cada 100 mil habitantes, perdendo para a região Norte que registrou a ocorrência de 29,5. Também é no Nordeste onde temos o menor investimento per capta (139,60 por habitante).

Apesar de o Sudeste não apresentar um alto índice de sensação de segurança (perdendo para as regiões Centro-Oeste e Sul), é a região que possui o menor índice de homicídios dolosos do Brasil: 16,43 homicídios por 100 mil habitantes. E apresenta também o maior investimento per capta na área de segurança pública: R$ 248,89 por habitante.

Outra avaliação feita foi a confiança que as população tem na nas polícias e resultado foi este:

Vejam que, apesar de ser a segunda região em número de homicídios a cada 100 mil habitantes, o Nordeste tem o maior percentual de confiança da população em suas polícias e o Sudeste, mesmo como região que apresenta o menor indicador de homicídios, aparece com o maior indicador de desconfiança de suas polícias.

Isso demonstra que existe uma estratégia de políticas de segurança pública nos estados que compõem a região Sudeste que precisa ser revista. Essa e muitas outras análises podem ser feitas sobre a violência no Brasil.

Vale a pena dar uma olhada nesse estudo sobre a segurança pública de nosso país, vejam o estudo completo com todas as tabelas e tirem suas próprias conclusões.

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