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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aonde iremos parar?

Duas notícias na última semana me fizeram refletir, a primeira relacionada ao fatídico episódio do Realengo, no Rio de Janeiro, onde o maníaco matou uma dúzia de crianças, a outra relacionada ao despejo do corpo de um bebê recém nascido no Centro de Rio Branco.
O que motivou o senhor Wellington Menezes de Oliveira a cometer tamanha barbárie? O que encoraja uma mãe abandonar seu filho para perecer até a morte em um terreno baldio? Isso é um mal da mente, da alma ou da sociedade?
São três perguntas difíceis de serem respondidas. A primeira diz respeito a um jovem de mente perturbada. Mas essa perturbação reside no fato de que o ser humano é mal por natureza, por existir certa demência ou advém do meio social em que vive?



Parece-me que é um pouco de cada coisa. O cidadão em questão possuía um certo distúrbio que foi agravado por uma falta de amor familiar, haja vista que sua mãe é falecida e ele foi criado por uma parente. Assim, uma mistura de uma pessoa que é vista pelo meio social como diferente e carência afetiva e de atenção, já é o bastante para despertar o preconceito contido em nossa sociedade hipócrita que passou a torturá-lo com brincadeiras que pareciam inofensivas que, no fundo, acumularam-se no âmago do ser, para servir de pretexto para cometer tamanha atrocidade.
E vejam nos manuscritos apresentados ontem, pelo Fantástico, que ele culpa a sociedade pelas mortes das crianças, bem como pela sua, como se os assassinos fôssemos cada um de nós. Do ponto de vista social, isso faz um certo sentido, no entanto não justifica tamanha atrocidade. Que esse tal de Wellington, que virou celebridade, queria chamar a atenção isso é fato – e consumado. Mas o que o motivou a planejar esse crime nos seus mínimos detalhes? Sua mente doentia? Sim. No entanto, precisamos saber de onde advém tal doença...
Voltando a falar da mãe desconhecida, que abandonou seu filho recém nascido, para retratar uma sociedade carente de amor, de respeito pela vida e do enfraquecimento ou mesmo falência da instituição FAMÍLIA. As religiões ainda não conseguiram tocar o coração das pessoas para regeneração de suas almas, pois seus corpos ainda estão mal alimentados, num sistema que não lhes dá a opção sequer de aproveitar as migalhas, onde cada um olha para o próprio umbigo.
A Barbárie Social, retratada por Karl Marx, em sua célebre obra "O Capital", como o fim do capitalismo, ocorre a todos os instantes mundo afora, entretanto dizer que é o fim ou mesmo o início do fim do Capitalismo é algo pouco provável, pois tais fatos são frutos das desigualdades que alimentam o sistema.

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