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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gasolina pela hora da morte

No início de abril, em Rio Branco, fomos surpreendidos com o aumento do preço da gasolina que saltou de R$ 2,99 para, aproximadamente, R$3,13, representando um incremento percentual de 4,7%. O aumento anterior mudou o preço do líquido precioso (e eu que achava que o líquido precioso era a água!) de R$ 2,92 para R$ 2,99, 2,4% de aumento. Ou seja, eu gastava cerca de R$ 122,00 para encher o tanque do meu carro, sendo que eu consumo por volta de três tanques por mês, o que nos leva a crer que meu gasto mensal era de R$ 366,00.
Com o aumento, meu gasto mensal com combustível será de R$ 383,20, isto é, R$ 17 a mais do que estava habituado a gastar e agora tenho que enfiar esse aumento no meu orçamento familiar. Beleza! Será uma caixa de cerveja que deixarei de tomar por mês...
O mais curioso é que nos deparamos com entrevistas do Diretor Financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, onde este afirmava que não haveria possibilidades de majoração do preço da gasolina em face da oscilação do valor do barril do petróleo no mercado mundial. Esta semana, o presidente da citada empresa, José Sergio Gabrielli, já vislumbra a possibilidade de aumento, pois o preço do barril era algo em torno de US$ 100,00 em 2010 e, hoje, já está na casa dos US$ 120,00 há algum tempo, o que, segundo, ele torna quase inviável manter o preço nos patamares atuais.
Partindo desse pressuposto, trago ao debate duas questões:
1 – Por que já ocorreu o aumento do preço da gasolina em Rio Branco?
2 – Se o Brasil é autossuficiente em petróleo, por que o preço do barril no mercado mundial influencia tanto internamente?
Com relação a primeira, não tenho informações que me permitam respondê-la.



Quanto a segunda, fico imaginando que, quando houver queda no preço do barril de petróleo mundo afora, teremos o repasse para o preço do “ouro negro” internamente. Ih! Esqueci de analisar do ponto de vista econômico... Os preços são rígidos para baixo, principalmente, nos casos em que há monopólio, oligopólio, cartel ou outra forma de domínio de mercado em que a lei da oferta X demanda não regula o mercado de forma competitiva perfeita. Assim o consumidor sempre mete a mão no bolso para pagar a conta.
Em continuação a resposta da segunda questão, também não vejo motivos para seguirmos as altas do preço do petróleo verificadas no mercado externo, pois em sendo o Brasil autossuficiente, por que recorrer ao mercado externo para importar milhões de barris de gasolina? Ah! Já sei... Por causa do álcool.
As fortes chuvas que vêm caindo desde o início do ano estão atrapalhando a colheita da cana, aliadas a alta do preço do açúcar no mercado interno e internacional vem reduzindo a oferta da matéria prima para produção de etanol combustível. E o que a gasolina tem a ver com isso? Simples. No Brasil, é obrigatória a mistura de 25% de álcool na gasolina e, até o mês passado, somente era permitida a adição de 0,4% de água em sua composição, ampliada recentemente para 1%, com intuito poder importar o combustível. Ainda assim, de onde tiraremos álcool para misturar na gasolina importada?
É uma equação que a Petrobrás precisa solucionar...

2 comentários:

Dienes disse...

Na minha opinião quando o salário aumenta todas as empresas querem aumentar o preço de seus produtos para não diminuir seus lucros, por isso salário não pode aumentar.

Biradant disse...

Pode até ser... mas lembremos que salário, no mundo capitalista, nada mais é do preço que é pago pela mercadoria trabalho... e como qualquer mercadoria está sujeita a oscilações relacionadas a lei da oferta X demanda. Ou seja, se temos muito desemprego (excesso de trabalho), teremos um baixo preço da mão de obra. Desemprego baixo, certamente teremos um encarecimento da mão de obra. Mas vale lembrar que os salários são rígidos para baixo, devido ao alimento do capitalismo: a luta de classes (antagonismo capital X trabalho.