Saiu na Folha de São Paulo que a gasolina respondeu por um terço do Índice de Preços Amplo ao Consumidor - IPCA de Abril (atingiu 0,77%), chegando este ao percentual de 6,51% no acumulado dos últimos 12 meses, bem acima da meta de inflação do Governo Federal fixada para 2011.
No Acre, essa participação deve ter sido maior haja vista ter havido dois aumentos consecutivos!
O fato é que o Governo Federal vai intervir no mercado para baixar o preço da gasolina e amortecer a pressão inflacionária. O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a BR Distribuidora vai reduzir o preço do líquido precioso de 6% a 10%, acontencendo redução semelhante com o etanol (álcool combustível). A perspectiva do Governo é que a BR Distribuidora, Subsidiária da Petrobrás e maior distribuidora de combustível do país, pressione os concorrentes a fazerem o mesmo - baixar a preço.
No entanto, em economia, estudamos que os preços são rígidos para baixo. A queda do preço dos combustíveis (álcool e gasolina) se dará da distribuidora para os postos. O que quer dizer que não saberemos ao certo o tamanho da redução que teremos nos preços no bico da bomba dos postos, pois os donos destes que determinarão quanto desse percentual passará diretamente para o consumidor.
Caso estivivéssemos falando de um mercado competitivo, seria quase certa a redução do preço numa magnitude muito parecida a que a BR distribuidora repassará para os postos, mas como se tratam de oligopólios, em alguns casos, até carteis, muito provavelmente não veremos nas bombas a transferência dos benefícios passados da distribuidora para os postos.
Os empresários vão alegar que o custo operacional aumentou, que seus custos indiretos só sobem... enfim! Continuarão a dar desculpas para não baixarem o preço do combustível para o consumidor final. Enquanto isso, ficamos nós a contar moedas para para abastecer nossos veículos ou podemos optar pelo transporte coletivo que o preço também não é nenhuma pechincha... Ficamos entre a cruz e a espada!

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