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sexta-feira, 25 de março de 2011

Mercado da Bola: Quanto vale uma paixão?

Já há alguns dias venho pensando em escrever algo sobre o mercado da bola, e resolvi fazer algumas pesquisas para incrementar o artigo. O que me motivou a fazer isso? A paixão que tenho pelo futebol e, claro, pelo meu Fluzão.
Iniciemos pela curiosa notícia de que um jogador que atua no Brasil ocupa a 6ª colocação na lista dos mais bem pagos do mundo. Que jogador será esse? Ronaldinho Gaúcho. Continuemos nosso raciocínio. Se somarmos quanto ganham os 10 jogadores mais bem pagos do mundo por ano chegaremos a incrível quantia de 191,2 milhões de euros o que equivale a 447,41 milhões de reais.
Vejam a tabela abaixo:

Temos dois representantes brasileiros nessa tabela. Um que atua no Brasil que já foi citado e outro na Espanha, no poderoso Real Madri, Kaká. Daí pergunta-se: quem paga esses salários exuberantes? A resposta é simples: Nós torcedores.
Imaginem que um clube deve funcionar como uma empresa e auferir lucros – pelo menos, deveria – através do fortalecimento de sua marca. Se nossos torcedores são os mais apaixonados do mundo, por que os clubes brasileiros vivem no vermelho? Sempre ouvimos uma ou outra desculpa: “a culpa é do governo que não incentiva o esporte”.
Tudo bem! O governo em suas três esferas pode ter sua parcela de culpa por ter um fraco incentivo à prática esportiva. Mas será que a gestão dos clubes nacionais é feita de forma profissional? Será que o sistema de captação de recursos aproveita toda a potencialidade do mercado? Vejam que produto maravilhoso é a marca de um time. As emissoras de TV pagam para transmitir os jogos dos clubes da elite do futebol brasileiro. Ou seja, anúncio grátis.
Não sou especialista em Marketing, mas observo que os dirigentes dos clubes se preocupam muito mais em peregrinar com o pires na mão do que propriamente cuidar de profissionalizar a gestão de seu futebol e fortalecer suas marcas.
Vejam o exemplo do meu amado Fluminense. Se não fosse o patrocínio da Unimed, estaria no mínimo, na terceira divisão. Isso porque seus dirigentes sempre pensaram a curtíssimo prazo, no imediato. A maior parte de sua folha de pagamento é custeada pelo patrocinador. O dia que este for embora, teremos que vender a maior parte do elenco.



Os clubes deveriam se consorciar com as emissoras de TV fechada para popularizar o acesso a esse tipo de serviço, para que a maior parte da população tenha acesso e ampliar a base de consumidores de suas marcas e reduzir ainda mais a dependência. O problema é que não querem investir a médio e longo prazo. Assim, teremos sempre times ou clubes de futebol mais com cara de associações de bairros.

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